terça-feira, 22 de outubro de 2013

VLADO PROTEÇÃO AOS JORNALISTAS




Abraji repudia novos ataques a jornalistas em protestos; número de agressões desde junho chega a 96 

Quatro jornalistas foram agredidos na tarde desta segunda-feira (21.out.2013) no Rio de Janeiro durante a cobertura de protesto contra o leilão do campo petrolífero de Libra. Houve confronto entre manifestantes e agentes da Força Nacional na Barra da Tijuca, zona Oeste do Rio, próximo ao hotel onde o pregão foi realizado. A repórter Aline Pacheco, da TV Record, foi agredida por manifestantes com um soco nas costas. O fotógrafo Gustavo Oliveira, da agência britânica Demotix, foi atingido por uma pedrada. O também fotógrafo Pablo Jacob, de “O Globo”, e o cinegrafista Marco Mota, da TV Brasil, foram atingidos por balas de borracha disparadas por agentes da Força Nacional. Um veículo da TV Record foi virado por manifestantes.

Na terça-feira passada (15.out.2013), professores em greve fizeram um grande protesto na capital fluminense, que terminou com dezenas de prisões e atos de vandalismo e violência. Na ocasião, o repórter fotográfico Pablo Jacob foi agredido por policiais com golpes de cassetetes. Na sexta (18.out.2013), Pablo voltou a ser agredido – desta vez por manifestantes – quando cobria a soltura de pessoas detidas nas manifestações do dia 15. Além dele, os também fotógrafos Carlos Wrede, do jornal “O Dia” e Luiz Roberto Lima, do “Jornal do Brasil”, também foram agredidos por manifestantes. O clima hostil persistiu no sábado (19.out.2013) quando novos alvarás de soltura foram expedidos. Beagles

Em São Paulo o fim de semana também foi violento para a imprensa. A repórter do jornal “O Globo” Tatiana Farah foi alvo de dois disparos de bala de borracha durante protestos no sábado (19.out.2013). Tatiana cobria, em São Roque (interior de São Paulo), a manifestação contra o uso de animais (especialmente cães da raça beagle) em testes farmacológicos. Segundo a repórter, embora ela gritasse ser da imprensa e estivesse com as mãos para o alto, um policial do choque mirou seu rosto e disparou uma bala de borracha, que passou de raspão por seu couro cabeludo. Outro disparo feriu-a na região das costelas. Nesse mesmo protesto, manifestantes atearam fogo a dois veículos da TV TEM, afiliada da rede Globo que cobre a região.


No dia 15 de outubro, de acordo com informações do Sindicato dos Jornalistas de São Paulo, o repórter fotográfico freelancer Yan Boechat foi vítima de violência policial. Boechat afirmou ter sido agredido ao tentar registrar a truculência de alguns agentes da PM contra um manifestante. Também no dia 15, o repórter fotográfico Guilherme Kástner, do “MetroNews”, conseguiu registrar em vídeo o momento em que foi atacado por policiais.
Com esses novos episódios, o número de ataques a jornalistas contabilizado pela Abraji desde o início dos protestos chega a 96. Manifestantes foram responsáveis por 25 episódios de agressão contra profissionais da imprensa. Os outros 71 casos, ou 74% do total, foram protagonizados por policiais ou agentes da Força Nacional. Faça o download da planilha completa aqui.

A Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo condena todos os atos de violência contra jornalistas, sejam praticados por manifestantes ou por policiais. A Abraji cobra mais preparo das autoridades para agir de maneira a garantir o direito de a imprensa trabalhar – e não o contrário, como parecem vir fazendo. É inaceitável que o Brasil tenha quase 100 episódios de agressão, hostilidade ou prisão de jornalistas em pouco mais de quatro meses. Esse índice não é compatível com a democracia e fere o direito de toda a sociedade à informação.

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Confira os vencedores da 35º edição do Prêmio Jornalístico Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos


A solenidade de premiação acontecerá no dia 22 de outubro, no Memorial da América Latina, em São Paulo

Em sessão pública no dia, 01 de outubro na Câmara Municipal de São Paulo, a Comissão Organizadora escolheu os vencedores das nove categorias do 35º Prêmio Vladimir Herzog: Artes (ilustrações, charges, cartuns, caricaturas e quadrinhos), Fotografia, Documentário de TV, Reportagem de TV, Rádio, Jornal, Revista, Internet e Categoria Especial  que, neste ano, teve como tema Violências e agressões físicas e morais contra jornalistas e contra o direito à informação”. Foram avaliadas 443 contribuições de jornalistas de todo o Brasil.
    
Abaixo a relação dos trabalhos vencedores e menções honrosas:

Artes (ilustrações, charges, cartuns, caricaturas e quadrinhos)
Vencedor: Comissão da Verdade – Angeli (Jornal Folha de S. Paulo)
Equipe: Fabio Marra - Editor de arte, Angeli - Chargista 

Menção Honrosa: A vulnerabilidade e a força das mulheres negras - Kleber Soares de Sales (Jornal 
Correio Braziliense)


Fotografia
Vencedor: Depósito Humano – Jefferson Botega (Jornal Zero Hora)
Menção Honrosa: Nota 0 – Allan Douglas Costa Pinto (Jornal Tribuna do Paraná)


Reportagem de TV
Vencedor: Adoção irregular – José Raimundo e equipe (TV Globo)
Equipe: José Raimundo Carneiro de Oliveira - Repórter, German Maldonato - Repórter-cinematográfico, Priscila Ladeia - Produtora, Rildo Araújo - Técnico de aúdio, Robel Sousa - Técnico de aúdio. 

Menção Honrosa: SOS Criança – Marcelo Canellas e equipe (TV Globo)
Equipe: Marcelo Pasqualoto Canellas - Repórter e roteirista, Vera Souto - Editora e roteirista, Lucio Alvez - Repórter-cinematográfico, Wellington Walsechi - Diretor de fotografia, Lorena Barbier - Produtora e repórter, Fabio Ibiapina- Editor e finalizador, Joelson Maia - Editor e finalizador, Felippe Quaglio - Produtor, Alexandre Beltran - Ilustrador, Felipe Queiroz - Ilustrador, Vivian Raffaeli - Assistente de edição, Renata Scholl - Assistente de edição.


Documentário de TV
Vencedor: Carne osso: o trabalho em frigoríficos - Carlos Juliano Barros / equipe Repórter Brasil (GloboNews)
Equipe: Carlos Juliano Barros - Diretor, Caio Cavechini - Diretor e roteirista, Lucas Barreto - Diretor de fotografia, Maurício Hashizume - Produtor executivo, André Campos - Pesquisador.

Menção Honrosa: Carandiru, a marca da intolerância – Bianca Vasconcellos e equipe (TV Brasil / EBC)
Equipe: Bianca Vasconcellos - Diretora, Gustavo Minari - Repórter, Aline Beckstein - Repórter, Alessandra Valenti - Produtora executiva, Betânia Dutra - Produtora, Fernanda Balsalobre - Repórter, Luana Ibelli - Produtora, Neila Carvalho - Produtora, Mayara Lopes - Produtora, Renato Rocha - Produtor, Vivian Carneiro - Produtora, Décio Ciappini Jr. - Repórter-cinematográfico.

Rádio
Vencedor: Voz Guarani-Kaiowá – Marilu Cabanãs e equipe (Rádio Brasil Atual)
Equipe: Marilu Calo Cabañas - Repórter, Pedro Manoel - Técnico, Emerson Ramos - Técnico.

Menção Honrosa: Dores do parto – Anelize Moreira e equipe (Rádio Brasil Atual)
Equipe: Anelize Gabriela Moreira - Repórter, Marilu Cabañas - Repórter-especial, Terlânia Bruno - Coordenadora.
Jornal
Vencedor: Os Suruí e a Guerrilha do Araguaia – Ismael Soares Machado e equipe (Jornal Diário do Pará)

Menção Honrosa: Os arquivos ocultos da ditadura – Rubens Valente Soares e equipe (Jornal Folha de S. Paulo /DF)
Equipe: Rubens Valente Soares - Repórter Sucursal de Brasília, Matheus Leitão - Repórter Sucursal de Brasília.

Revista
Vencedor: O primeiro voo do condor – Wagner William (Revista Brasileiros)

Menção Honrosa:
- Caderno Especial: Subsídios para uma Comissão da Verdade da USP – Pedro Pomar e equipe (Revista Adusp – Associação dos Docentes da USP)
- Em busca da verdade – Fausto Salvadori Filho (Apartes – Revista da Câmara Municipal de São Paulo )
Equipe: Pedro Estevam da Rocha Pomar - Editor, Mariana Queen Nwabasili - Assistente de redação, Camila Rodrigues da Silva - Repórter, Luiza Sansão - Repórter, Beatriz Vicentini - Repórter, Rogério Ferro - Repórter, Daniel Garcia Ruiz - Repórter-fotográfico, Luana Laux - Repórter-fotográfico, Luís Ricardo Câmara - Editor de arte, Rogério Yamamoto - Assistente de Produção. 

Internet
Vencedor: Pelo menos um – Julliana de Melo Correia de Sá e Ciara Núbia de Carvalho Alves (Portal NE10)
Equipe: Julliana de Mello Correia de Sá - Repórter, Ciara Núbia de Carvalho Alves - Repórter.

Menção Honrosa: Infâncias devolvidas – Edcris Ribeiro da Silva Wanderley (Site Diário de Pernambuco)


Categoria Especial - “Violências e agressões físicas e morais contra jornalistas e contra o direito à informação”
Vencedor:
- Jornalistas assassinados no Vale do Aço – Mateus Parreiras de Freitas  e equipe (Jornal Estado de Minas)
Equipe: Mateus Parreiras de Freitas - Repórter, Landercy Hemerson - Repórter, Guilherme Paranaíba - Repórter, Junia Oliveira - Repórter.

Vencedor:
- Existe terror em SP: o dia em que PMs atiraram ante aplausos e pedidos de não violência – Janaina de Oliveira Garcia (Portal UOL)


Prêmio Especial Vladimir Herzog 2013

Desde 2009 a Comissão Organizadora indica jornalistas para serem agraciados com o Prêmio Especial pelos relevantes serviços prestados às causas da Democracia, Paz e Justiça. A iniciativa das instituições promotoras retoma proposta original do Prêmio, que previa tal homenagem a personalidades ou jornalistas que jamais inscreveriam seus trabalhos em qualquer tipo de concurso.

Já foram homenageados Lourenço Diaféria (in memoriam), David de Moraes, Audálio Dantas, Elifas Andreato, Alberto Dines e Lúcio Flavio Pinto. Neste ano receberão as homenagens outros três grandes nomes da imprensa brasileira: Perseu Abramo (criador do Prêmio, in memoriam), Marco Antônio Tavares Coelho e Raimundo Rodrigues Pereira. 

O 35º Prêmio Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos é promovido e organizado por onze instituições: Associação Brasileira de Imprensa – Representação em São Paulo – ABI/SP; Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo – ABRAJI; Centro de Informação das Nações Unidas no Brasil – UNIC Rio; Comissão Justiça e Paz da Arquidiocese de São Paulo; Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo – ECA/USP; Federação Nacional dos Jornalistas – FENAJ; Fórum dos Ex-Presos e Perseguidos Políticos do Estado de São Paulo; Instituto Vladimir Herzog; Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil – OAB Nacional, Ouvidoria da Polícia do Estado de São Paulo e Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo.

Programação dos 35 anos do Prêmio Vladimir Herzog

Seminário Internacional
No dia 21 de outubro, segunda-feira, no Itaú Cultural, haverá o Seminário Internacional sobre Violência contra Jornalistas, com presenças já confirmadas de Jim Boumelha, presidente da Federação Internacional dos Jornalistas (FIJ); Celso Schröder, presidente da Federação dos Jornalistas da América Latina e Caribe (FEPALC) e da Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ); da jornalista mexicana Anabel Hernández (“Os Senhores do Narco”); e do presidente executivo do Newseum e Freedom Forum de Washington D.C., James C. Duff.

Roda de Conversa
Na manhã da terça, dia 22, os jornalistas premiados e suas equipes reúnem-se na Sala dos Espelhos do Memorial da América Latina para conversar sobre como desenvolveram as suas reportagens e contar as experiências que viveram nesse exercício prático de jornalismo. A condução da Roda de Conversa será dos jornalistas Angelina Nunes, Aldo Quiroga e Sergio Gomes. 

Premiação
A cerimônia de premiação será na noite de 22 de outubro, no Auditório Simón Bolívar do Memorial da América Latina.

SERVIÇO
SEMINÁRIO INTERNACIONAL SOBRE VIOLÊNCIA CONTRA JORNALISTAS
21 de outubro, segunda-feira, das 9h às 19h
Instituto Itaú Cultural - Av. Paulista, 149
Estação Brigadeiro do Metrô
Inscrições: www.premiovladimirherzog.org.br [ vagas limitadas a 210 lugares]

35º PRÊMIO VLADIMIR HERZOG DE ANISTIA E DIREITOS HUMANOS
5º PRÊMIO JOVEM JORNALISTA FERNANDO PACHECO JORDÃO
Cerimônia de premiação: 22 de outubro, terça-feira, 20h
Auditório Simón Bolívar - Memorial da América Latina
Av. Auro Soares de Moura Andrade, 664, São Paulo.
Estação Barra Funda do Metrô 

SAIBA MAIS
Prêmio Jornalístico Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos
Foi instituído em 1978 pelo Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo, Comitê Brasileiro de Anistia, Comissão Executiva Nacional dos Movimentos de Anistia, Federação Nacional dos Jornalistas, Associação Brasileira de Imprensa/Seção São Paulo, Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil/Seção de São Paulo, Comissão Justiça e Paz da Arquidiocese de São Paulo e Família Herzog. Desde a sua primeira edição (1979), reverencia a memória do jornalista Vladimir Herzog, preso pela ditadura militar, torturado e morto nas dependências do DOICodi, em São Paulo, no dia 25 de outubro de 1975, reconhecendo o trabalho de jornalistas que colaboram na defesa e promoção da Democracia, da Cidadania e dos Direitos Humanos e Sociais.


Prêmio Jovem Jornalista Fernando Pacheco Jordão
Criado em 2009 com o objetivo de oferecer aos estudantes de jornalismo a oportunidade de desenvolver um trabalho jornalístico prático e reflexivo desde o projeto até a realização final de uma reportagem. Tanto o processo quanto o produto são orientados por um professor da instituição de ensino do estudante e por um jornalista mentor designado pelo Instituto Vladimir Herzog, criador e organizador do Prêmio. Trata-se de uma homenagem ao jornalista Fernando Pacheco Jordão, que sempre se preocupou com o desenvolvimento dos jovens profissionais de imprensa, e a Vladimir Herzog, cuja vida foi dedicada a promover um jornalismo de qualidade, verdadeiro e, acima de tudo, responsável.


INFORMAÇÕES PARA IMPRENSA
CDI Comunicação Corporativa
Maurício Pizani 3817-7957 / mauricio@cdicom.com.br
Mariangela Morenghi 3817-7946 / mariangela@cdicom.com.br

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Em sessão pública, Comissão Organizadora escolhe vencedores da 35a edição do Prêmio Jornalístico Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos



Solenidade de premiação acontece na noite de  22 de Outubro, no Memorial da América Latina,
em São Paulo

Na próxima terça-feira, dia 1º de Outubro, a Comissão Organizadora realiza o julgamento aberto dos trabalhos inscritos na 35º edição do Prêmio Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos em sessão pública, com transmissão ao vivo pela internet, diretamente da Câmara Municipal de São Paulo, na Sala Oscar Pedroso Horta. Na ocasião serão conhecidos os vencedores das nove categorias: Artes (ilustrações, charges, cartuns, caricaturas e quadrinhos), Fotografia, Documentário de TV, Reportagem de TV, Rádio, Jornal, Revista, Internet e Categoria Especial (envolve todas as mídias) que, neste ano, tem como tema “Violências e agressões físicas e morais contra jornalistas e contra o direito à informação”.

Considerado uma das mais significativas distinções jornalísticas do País, o Prêmio Vladimir Herzog reconhece, ano a ano, trabalhos que valorizam a Democracia, a Cidadania e os Direitos Humanos nas mais variadas mídias.A cerimônia de premiação acontecerá no dia 22 de outubro, terça-feira, às 20h, no Auditório Simón Bolívar do Memorial da América Latina. 

Prêmio Especial Vladimir Herzog 2013

Desde 2009 a Comissão Organizadora indica jornalistas para serem agraciados com o Prêmio Especial pelos relevantes serviços prestados às causas da Democracia, Paz e Justiça. A iniciativa das instituições promotoras retoma proposta original do Prêmio, que previa tal homenagem a personalidades ou jornalistas que jamais inscreveriam seus trabalhos em qualquer tipo de concurso.

Já foram homenageados Lourenço Diaféria (in memoriam), David de Moraes, Audálio Dantas, Elifas Andreato, Alberto Dines e Lúcio Flavio Pinto. Neste ano receberão as homenagens outros três grandes nomes da imprensa brasileira: Perseu Abramo (criador do Prêmio, in memoriam), Marco Antônio Tavares Coelho e Raimundo Rodrigues Pereira. 

Seminário Internacional & Roda de Conversa

No dia 21, segunda-feira, no Itaú Cultural, haverá o Seminário Internacional sobre Violência contra Jornalistas, com presenças já confirmadas de Jim Boumelha, presidente da Federação Internacional dos Jornalistas (FIJ); Celso Schröder, presidente da Federação dos Jornalistas da América Latina e Caribe (FEPALC) e da Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ); da jornalista mexicana Anabel Hernández (“Os Senhores do Narco”); e do presidente executivo do Newseum e Freedom Forum de Washington D.C., James C. Duff.

Na manhã da terça, dia 22, os jornalistas premiados e suas equipes reúnem-se na Sala dos Espelhos do Memorial da América Latina para conversar sobre como desenvolveram as suas reportagens e contar as experiências que viveram nesse exercício prático de jornalismo. A condução da Roda de Conversa será dos jornalistas Angelina Nunes, Aldo Quiroga e Sergio Gomes. 

O 35º Prêmio Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos é promovido e organizado por onze instituições: Associação Brasileira de Imprensa – Representação em São Paulo – ABI/SP; Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo – ABRAJI; Centro de Informação das Nações Unidas no Brasil – UNIC Rio; Comissão Justiça e Paz da Arquidiocese de São Paulo; Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo – ECA/USP; Federação Nacional dos Jornalistas – FENAJ; Fórum dos Ex-Presos e Perseguidos Políticos do Estado de São Paulo; Instituto Vladimir Herzog; Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil – OAB Nacional, Ouvidoria da Polícia do Estado de São Paulo e Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo.


SERVIÇO
Sessão Pública do 35º Prêmio Jornalístico Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos
Data: 1º de Outubro, a partir das 10h 
Local: Sala Oscar Pedroso Horta
Câmara Municipal de São Paulo - Viaduto Jacareí, nº 100 - Bela Vista
Transmissão ao vivo: http://migre.me/gdOeP

INFORMAÇÕES PARA IMPRENSA
CDI Comunicação Corporativa
Maurício Pizani 3817-7957 / mauricio@cdicom.com.br
Mariangela Morenghi 3817-7946 / mariangela@cdicom.com.br

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

VLADO PROTEÇÃO AOS JORNALISTAS



O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Município do Rio de Janeiro publicou nota em que define como “atos fascistas” as posturas de alguns manifestantes contra profissionais de imprensa.

Esta é a íntegra da nota do Sindicato:

ATOS FASCISTAS CONTRA A IMPRENSA EXIGEM UMA RESPOSTA DA SOCIEDADE

A liberdade de imprensa corre perigo. A situação está cada vez mais grave para os jornalistas que cobrem, ou melhor, que tentam cobrir as manifestações de rua, no Rio de Janeiro. Um pequeno grupo de manifestantes, no melhor estilo de milícias fascistas, passou a intimidar rotineiramente as equipes de jornalismo. Nos protestos de segunda-feira 12/8 em frente ao Palácio Guanabara, em Laranjeiras, várias equipes foram acuadas e impedidas de trabalhar. Um repórter cinematográfico da TV Bandeirantes chegou a levar um soco nas costas. Não foi para isso que lutamos contra a ditadura que durante 21 anos perseguiu a imprensa, prendeu, torturou e assassinou tantos brasileiros. Entre eles, jornalistas.

O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Município do Rio de Janeiro tem condenado, com veemência, esse grupo de manifestantes que decidiu que é o dono da verdade. E que com atos de violência acaba afastando dos protestos – legítimos, é importante dizer — boa parte da população que teme esse comportamento e não concorda com ele.
Os jornalistas têm o direito e o dever de trabalhar. Tentar impedir isso, sob qualquer pretexto, é acima de tudo uma estupidez. Sem a imprensa presente, o público não toma conhecimento do que se passa nas ruas, inclusive de eventuais atos de truculência de policiais contra manifestantes. Agredir jornalistas, queimar carros de reportagem são atos que nos fazem lembrar tempos sombrios, e não apenas em nosso país.

A sociedade, de um modo geral, deve estar atenta a esse perigoso caminho que está sendo trilhado por grupelhos fascistas. É preciso que outras vozes se levantem contra tamanho absurdo, antes que algo ainda mais grave aconteça.
Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Município do Rio de Janeiro

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Brasília abre com grande sucesso a exposição Resistir é Preciso...


Prestigiados pela presença dos ministros Gilberto Carvalho (Secretaria Geral da Presidência da República), Maria do Rosário (Secretaria dos Direitos Humanos) e Maria Elizabeth Guimarães Teixeira Rocha, do Superior Tribunal Militar (STM) entre cerca de 150 pessoas, o Banco do Brasil e o Instituto Vladimir Herzog promoveram no dia 5 de agosto a solenidade de abertura da exposição Resistir é preciso..., no Centro Cultural Banco do Brasil, na capital federal. Também prestigiaram o evento dirigentes do Banco do Brasil, Correios, Grupo EBC, entre outros convidados. 

A mostra é uma realização do Instituto em parceria com o Ministério da Cultura, Banco do Brasil, BNDES e Correios, para contar a História da resistência da imprensa à ditadura instalada em 1964 no Brasil. Com entrada gratuita, a exposição fica na cidade até 22 de setembro. Em 12 de outubro vem para São Paulo, em seguida para Rio de Janeiro e Belo Horizonte.

A mostra reúne um expressivo conjunto de obras de arte e documentos históricos que apresentam a militância dos artistas e jornalistas denunciando abusos e crimes da ditadura. Entre os painéis da exposição está a coleção de Alípio Freire, jornalista e ex-preso político, que reuniu obras de arte de artistas plásticos como Sérgio Freire, Flávio Império, Sérgio Ferro e Takaoka, produzidas no período de cárcere, no presídio Tiradentes, em São Paulo. 



“A proposta da exposição é compartilhar com o público, principalmente com os mais jovens, as lutas de jornalistas e da classe artística pela reconstrução democrática, ocorridas nas décadas de 1960 a 1980, incluindo as diversas correntes de oposição ao regime militar e os difíceis casos de torturas e perseguições”, explica Ivo Herzog, diretor do Instituto Vladimir Herzog.

Amplamente divulgada pela imprensa e nas redes sociais, a exposição já alcançou grande interesse entre internautas e escolas, com mais de 400 mil visitas pela internet e já com a agenda lotada, até o final da mostra, para visitas de grupos de estudantes.



A máquina de escrever Olympiaportátil que Vladimir Herzog comprou em Londres, quando trabalhou na BBC no início da década de 1960, é uma das peças da exposição "Resistir é preciso…"



FICHA TÉCNICA
Concepção GeralInstituto Vladimir Herzog
Curadoria GeralFabio Magalhães
Curadoria AdjuntaVladimir Sacchetta e José Luiz Del Roio
Produção ExecutivaAna Helena Curti - arte3 |assessoria produção e marketing cultural ltda
Projeto Expográfico: Pedro Mendes da Rocha - arte3 
Projeto MultimídiaEstúdio Preto e Branco
Comunicação Visual: Chico Homem de Melo
   

sexta-feira, 28 de junho de 2013

VLADO PROTEÇÃO AOS JORNALISTAS



Abraji repudia violações contra 52 jornalistas durante cobertura dos protestos 
Levantamento revela 34 agressões e ameaças pela polícia, 12 por manifestantes e 6 prisões - em 11 cidades brasileiras

Desde o início dos protestos contra o aumento do preço das passagens de ônibus, mais de 50 profissionais da imprensa foram agredidos, hostilizados ou presos no Brasil. Levantamento realizado pela Abraji com informações de sindicatos, redações e da ONG Repórteres Sem Fronteiras indica pelo menos 53 casos de violação contra 52 jornalistas (o repórter Leandro Machado, da Folha de S.Paulo, foi preso num dia e agredido em outro).
Das 53 ocorrências levantadas, 34 se referem a agressão, hostilidade ou ameaça por parte da polícia. Outros seis casos são de prisão (por períodos que variam de poucos minutos até três dias - caso do repórter do portal Aprendiz Pedro Ribeiro Nogueira, indiciado por formação de quadrilha). Outras 12 ocorrências foram protagonizadas por manifestantes, e em um dos casos não foi possível identificar o que causou o ferimento a um profissional.
O levantamento realizado pela Abraji é parcial: há casos que podem não ter sido computados por diversas razões, inclusive quando veículos ou jornalistas preferem não ter suas estatísticas divulgadas.
Foram registrados episódios de agressão em 11 cidades brasileiras. São Paulo foi o local onde houve mais casos – 25, quase a metade do total. Fortaleza vem logo em seguida, com seis casos. O Rio de Janeiro teve cinco. O jornal Folha de S.Paulo foi o veículo com mais vitimas: 7 profissionais, entre repórteres e fotógrafos.
O trabalho dos repórteres de todos os meios que estão nas ruas cumprindo com o dever de manter a sociedade bem informada deve ser respeitado, independentemente de suas preferências políticas e dos meios em que informam. Repórteres cobrem hoje as manifestações com o mesmo profissionalismo e destemor com que cobriram as grandes passeatas contra a ditadura, a campanha das Diretas Já, a campanha pelo impeachment de Fernando Collor.
A Abraji repudia a violência da polícia contra manifestantes pacíficos e jornalistas e repudia igualmente a hostilidade de alguns manifestantes contra os trabalhadores dos meios de comunicação, como repórteres, fotógrafos, cinegrafistas e motoristas. Impedir ou dificultar o trabalho da imprensa é agir contra a democracia.