domingo, 28 de fevereiro de 2010
José Mindlin
Nascido em 1914, José Mindlin, jornalista, advogado, empresário, bibliófilo reputado em todo o mundo, marcou de maneira indelével, com sua longa e profícua existência, a vida de São Paulo e do Brasil. Marcou sobretudo, como Secretário da Cultura do Governo de São Paulo, a vida de Vladimir Herzog e de sua família no período em que as forças da treva política tentavam se impor no cenário da Nação e derrotar nossos anseios pelo Estado Democrático de Direito.
Discretíssimo, apaixonado pela cultura, pelos livros e por sua família, José Mindlin, com seu estofo de autêntico estadista, pairava acima das políticas partidárias, mas exerceu, no entanto, inegável influência na formação de mais de uma geração de paulistanos e brasileiros. E com a recente doação à Universidade de São Paulo de sua formidável biblioteca privada, considerada uma das maiores e mais valiosas do mundo, seu legado se perpetuará.
Querermos deixar aqui consignadas nossas mais sinceras condolências à família de José Mindlin e a todos os brasileiros por esta perda irreparável.
sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010
Com a palavra, Marco Antonio Coelho Tavares
Você tem material deste período e gostaria de compartilhá-lo conosco? Entre em contato: contato@vladimirherzog.org
Video com Marco Antonio Coelho
quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010
Projeto Jornal Movimento procura ex-colaboradores
O site foi lançado no dia 26 de janeiro, com imagens de capas e informações sobre o jornal que foi um dos propulsores da campanha pela redemocratização do país. O Movimento foi um jornal revolucionário, de propriedade coletiva, voltado para a oposição à ditadura militar e a luta pelas liberdades democráticas. Mesmo mutilado pela censura durante a maior parte de sua existência, praticou o jornalismo por meio da reportagem e da apuração rigorosa dos fatos. Ao longo de seis anos, inspirou e divulgou campanhas que se tornaram vitoriosas, como a da defesa da anistia e a da Assembléia Nacional Constituinte.
A sede em São Paulo e as sucursais em outros estados converteram-se em pontos de encontro de oposicionistas, em escolas de formação de novas lideranças, que se tornaram líderes políticos de projeção. Entre seus fundadores estão Raimundo Rodrigues Pereira, Tonico Ferreira, Marcos Gomes, Bernardo Kucinski, Maurício Azedo, Jean Claude Bernardet, Elifas Andreato, Fernando Peixoto, Chico de Oliveira, Teodomiro Braga, Aguinaldo Silva e Chico Pinto.
sábado, 6 de fevereiro de 2010
Resistir é Preciso...
Estamos dando início a um projeto que busca resgatar a história da imprensa de resistência do Brasil durante o período de 1964 à 1979. Resistir é Preciso irá colher depoimentos em vídeo dos protagonistas que fizeram esta imprensa. Já gravamos mais de 4 horas com Raimundo Pereira do Jornal Movimento - um trecho deste vídeo esta no nosso site. Na próxima semana estaremos gravando com Marco Antonio Coelho.Porém, mais do que uma coletânea de depoimentos, este projeto irá buscar as publicações deste período. Esta imprensa era conhecida como a Imprensa Alternativa. Uma parte dela era vendida em bancas de jornais. Exemplo - Jornal Movimento, Pasquim, PifPaf. Um outro grupo, era a imprensa Clandestina - ilegal e que faz parte do escopo deste trabalho, como por exemplo o Jornal Revolução. Há ainda um terceira grupo no escopo deste trabalho - a Imprensa no Exílio - editada pelo brasileiros que viviam exilados e que servia para informar denunciar as ações do que acontecia no Brasil, como por exemplo o jornal FBI - Frente Brasileira de Informação.
Como parte do nosso trabalho, iremos digitalizar e microfilmar todas estas publicações, contextualizá-las, desenvolver um portal na internet, produzir uma série de documentários para televisão e editar livros contando este capitulo de nossa história.
Todo este trabalho será desenvolvido pelo Instituto Vladimir Herzog em parcerias com instituições como o Arquivo Nacional, Biblioteca Nacional, Arquivo do Estado de São Paulo, CEDEM e outros. Pretendemos ter uma obra de referência para pesquisadores e historiadores.
Precisaremos da colaboração de todos aqueles que têm exemplares de publicações e que tenham interesse em contribuir para este projeto.
quinta-feira, 14 de janeiro de 2010
Revista Veja - Coisa de Maluco
À Revista Veja
O Plano Nacional de Direitos Humanos 3 (PNDH-3) é um documento que traz assuntos polêmicos que mexem com diversos setores da sociedade. É um assunto de profundo interesse jornalístico e caberia um trabalho extenso de análise e coleta de opiniões sobre ele, o que a revista Veja poderia ter realizado.
Infelizmente a reportagem “Coisa de Maluco” da edição desta semana de Veja peca pela falta completa de conteúdo jornalístico e acusa repetidas vezes o Ministro Paulo Vannuchi de terrorista.
Inúmeras pessoas trabalharam e morreram para que este país viva hoje em um estado de direito e outras tantas continuam trabalhando para aprimorar a nossa democracia. Dentro deste processo, o debate se faz necessário e discordâncias são naturais e saudáveis.
Fica aqui o desagrado do Instituto Vladimir Herzog com o artigo publicado pela revista e a solidariedade com o Ministro Paulo Vannuchi.
São Paulo, 14 de janeiro de 2010.
Ivo Herzog
Diretor Executivo
Instituto Vladimir Herzog
quarta-feira, 13 de janeiro de 2010
Dona Zilda Arns
Além de dona Zilda, pelo menos outros quatro militares brasileiros que estavam em missão de paz no Haiti também morreram.
Assim como dona Zilda, muitos outros brasileiros e pessoas dos mais diversos países, abnegadamente deixaram suas casas para ajudar os haitianos. Todos pessoas extraordinárias. Nossos mais sinceros sentimentos aos familiares das vítimas do terremoto.


